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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

OS DOIS ASPECTOS DA VOLTA DO SENHOR

Mateus 24:27





Pois assim como o relâmpago
sai do oriente e brilha até o acidente,
assim será a vinda do Filho do Homem.


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A segunda vinda de Cristo possui dois aspectos: um é SECRETO, relacionado aos crentes vigilantes; o outro é PÚBLICO, relacionado aos judeus e gentios incrédulos. O relâmpago aqui representa o aspecto público, que ocorrerá após a grande tribulação (Mt 24: 29-30), ao passo que a vinda do ladrão em Mateus 24:43 representa o aspecto secreto, que ocorrerá antes da grande tribulação. Um relâmpago, pode-se dizer, está oculto na nuvem, esperando a oportunidade de disparar. Semelhantemente, Cristo estará nos ares, revestido de uma nuvem por certo tempo (Ap 10:1), e então aparecerá de repente, como clarão de um raio que atinge a terra. Portanto, à vinda do Senhor como clarão de relâmpado será um sinal do fim da parusia* do Senhor.
*Gr.: parousia, significa presença. A vinda de Cristo será a Sua presença com o Seu povo.
Essa presença (parusia) começará com o arrebatamento do filho varão (Ap 12:5) e o arrebatamento das primícias (Ap 14:1-4), e terminará com a aparição da Cristo na terra com os santos.
Durante o período de Sua parusia, haverá:
  • a grande tribulação (Mt 24:21; Ap 9:1-21; 11:14; 16:1-21), que começará com calamidades sobrenaturais (Ap 6:12-17; 8:7-12);
  • a descida de Cristo aos ares (Ap 14:14);
  • o arrebatamento da maioria dos crentes para os ares (1 Ts 4:15-17);
  • o tribunal de Cristo (2 Co 5:10);
  • e as bodas do Cordeiro (Ap 19:7-9).
Extraído da Versão Restauração (Nota 27¹ e 3³ de Mateus 24).

sábado, 3 de dezembro de 2011

MORTE E RESSURREIÇÃO TODO INCLUSIVAS

Sua morte e Sua ressurreição são representativas e inclusivas


Quando o Senhor Jesus morreu na cruz, derramou Seu sangue, dando assim Sua vida isenta de pecado para expiar nossos pecados, satisfazendo desse modo a justiça e a santidade de Deus. Tal ato constitui prerrogativa exclusiva do Filho de Deus. Nenhum homem poderia ter qualquer participação naquele ato. As Escrituras nunca dizem que derramamos nosso sangue juntamente com Cristo. Em Sua obra expiatória, perante Deus, Ele agiu sozinho. Ninguém mais poderia participar. O Senhor, no entanto, não morreu apenas para derramar Seu sangue - Ele morreu para que nós pudéssemos morrer. Morreu como nosso Representante. Em Sua morte Ele incluiu você e eu.
A morte do Senhor Jesus é inclusiva. A ressurreição do Senhor Jesus é igualmente inclusiva. Já examinamos o primeiro capítulo de 1 Coríntios para estabelecer o fato de que estamos "em Cristo Jesus". Agora consideraremos o fim da mesma epístola para vermos algo mais do que isso significa. Em 15:45-47, são atribuídos ao Senhor Jesus dois títulos notáveis. Ali o autor refere-se a Ele como "o último Adão" e, igualmente, como "o segundo homem". A Escritura não se refere a Ele como o segundo Adão, e sim como o "último Adão", nem se refere a Ele como o último homem, e sim como "o segundo homem". Note-se essa diferença, que entesoura uma verdade de grande valor.
Como o último Adão, Cristo é a soma total da humanidade; como o segundo homem, Ele é o Cabeça de uma nova raça. De modo que temos aqui duas uniões, referindo-se uma a Sua morte e outra, a Sua ressurreição. Em primeiro lugar, Sua união com a raça humana como "o último Adão" começou, historicamente, em Belém e terminou na cruz e no sepulcro. Ali Ele reuniu em Si mesmo tudo o que era de Adão, levando-o ao julgamento e à morte. Em segundo lugar, nossa união com Ele como "o segundo homem" começa com Sua ressurreição e termina na eternidade - ou seja, nunca termina. Pois tendo acabado, por meio de Sua morte, com o primeiro homem - em quem frustrara o propósito de Deus -, o Senhor Jesus ressuscitou como a Cabeça de uma nova raça de homens, na qual finalmente será plenamente realizado aquele propósito.

Extraído do livro A vida cristã normal

O DESEJO DO CORAÇÃO DE DEUS

Percebo que a frase 'o desejo do coração de Deus' não é encontrada na Bíblia. Entretanto, em Efésios 1:5 e 9 temos os termos 'o beneplácito* da Sua vontade' e 'o Seu beneplácito'. Quando jovem, ficava muito perturbado com essa frase. Perguntava-me: 'Qual é o beneplácito, o bom prazer da vontade de Deus?' Agora, dirijo essa questão a você: você sabe qual é o bom prazer da vontade de Deus? Efésios 1:5 não só fala da vontade de Deus, mas também do beneplácito da Sua vontade. Hoje, principalmente neste país, todos desejam prazer. Os feriados são dias de prazer. As pessoas vão a eventos esportivos em busca de prazer. Se nós desejamos prazer, então certamente Deus também deseja. Somente algo morto ou inanimado não tem tal necessidade. Uma mesa de madeira, por exemplo, não tem necessidade de prazer porque não é viva. Entretanto, todo ser vivo deseja prazer. De fato, quando mais vivo você for, de mais prazer necessitará. Uma criança de sete anos exige mais prazer do que um homem idoso que mal pode respirar. Uma criança é frequentemente travessa simplesmente porque está buscando prazer. O nosso grau de vida determina de quanto prazer necessitamos. Porquanto Deus é, sem dúvida, o mais vivo de todos, Ele certamente precisa do máximo de prazer. Se nós, como pecadores caídos, necessitamos de prazer, então quanto mais Deus, Aquele que vive, não terá uma profunda necessidade de prazer?
O livro de Efésios revela do que Deus necessita. Deus necessita de prazer, e esse prazer está de acordo com a Sua vontade. Não entende essa palavra 'vontade' à sua maneira. Aqui, não quer dizer que Deus tenha uma vontade forte; antes, o significado aqui é um pouco semelhante a um desejo. Deus tem um bom desejo, um anelo. Ele anela, deseja provar algo. O desejo de Deus é um bom desejo, uma boa vontade, e Seu prazer é esse tal bom desejo. Isso é exatamente o que as palavras 'desejo do coração' querem dizer. O termo bíblico para 'desejo do coração' é 'o beneplácito de sua vontade'. O beneplácito da vontade de Deus é simplesmente o desejo do Seu coração.
Que Deus deseja? O desejo do coração de Deus é ter a igreja. Não é ter um grupo de pecadores salvos, mas obter uma entidade - a igreja. Todos os estudiosos da Bíblia concordam que o livro todo de Efésios é sobre a igreja. Desejo impressionar todos vocês, principalmente os jovens, com o fato de que o desejo do coração de Deus é ter a igreja. A igreja que está em Seu coração é muito maravilhosa. É tão maravilhosa e profunda que nem mesmo o apóstolo Paulo, ao escrever aos efésios, teve expressões adequadas para descrevê-la e defini-la. Língua humana nenhuma consegue adequadamente retratar a maravilhosa entidade que está no coração de Deus.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

TOLERAR AS PRÁTICAS DIFERENTES DOS OUTROS CRENTES

                                    Marcos 9:39

"Mas Jesus respondeu: Não lho proibais; pois ninguém há que faça uma obra de poder em Meu nome e em seguida possa falar mal de Mim." Nota da Versão Restauração:
"Isso demonstra a tolerância do Salvador-Escravo, na prática do serviço evangélico, para com os crentes que eram diferentes dos mais chegados a Ele. Nesse aspecto, a atitude do apóstolo Paulo em Fp 1:16-18 e de Moisés em Nm 11:26-29 são iguais à Dele, mas a do impetuoso João, não. É muito significativo que este trecho (vv. 38-50) dê continuidade ao anterior (vv. 33-37), no qual o Salvador-Escravo ensinou humildade aos Seus seguidores, pois haviam discutido entre si sobre quem era o maior. Naquela discussão, provavelmente os dois filhos do trovão, Tiago e João, representaram os papéis principais (cf. 10:35-45). Aqui, o mesmo João não queria ser tolerante para com um crente que tinha uma prática diferente. A sua ação impetuosa provavelmente estava relacionada à sua ambição de ser grande. Pode ter sido essa ambição que causou a sua intolerância para com a prática diferente de outros crentes. Esse é um fator básico de divisão entre os cristãos. O Salvador-Escravo certamente não concordava com João nessa questão."

O BOM SAMARITANO

"E, chegando-se, atou-lhe as feridas, aplicando nelas azeite e vinho; e, colocando-o sobre o seu próprio animal, levou-o para uma hospedaria e cuidou dele." - Lucas 10:34
Nota explicativa do versículo no Novo Testamento - Versão Restauração:
"Nos vv. 34-35, todos os aspectos do cuidado do bom samaritano pelo moribundo retratam o Salvador-Homem em Seu cuidado misericordioso, terno e abundante, em Sua humanidade com Sua divindade, por um pecador condenado sob a lei, mostrando ao extremo Seu elevado padrão de moralidade em Sua graça salvadora: (1) atou-lhes as feridas, curando-o; (2) aplicou-lhe azeite e vinho nas feridas, isto é, deu-lhe o Espírito Santo e a vida divina (Mt 9:17 e nota 1; Jo 2:9 e nota 1); (3) colocou-o sobre o seu próprio animal (um jumento), isto é, carregou-o com meios humildes e de modo humilde (Zc 9:9); (4) levou-o para uma hospedaria, isto é, levou-o para a igreja; (5) cuidou dele, isto é, cuidou dele por meio da igreja; (6) pagou a hospedaria por ele, isto é, abençoou a igreja em favor dele; (7) disse que, quando voltasse, restituiria o que quer que a hospedaria gastasse, isto é, declarou que tudo o que a igreja gastar nesta era com aquele que é salvo pelo Senhor será restituído na vinda do Salvador."

UM CRENTE JAMAIS PERECERÁ

"Eu lhes dou a vida eterna; de modo algum perecerão, eternamente, e ninguém as arrebatará da Minha mão. Meu Pai, que as deu a Mim, é maior do que tudo; e da mão de meu Pai ninguém as pode arrebatar." João 10:28-29

A vida eterna é para o viver dos crentes. Tanto a mão do Pai, com a qual Ele nos escolhe em Seu amor segundo o Seu propósito (17:23; 6:38-39), como a mão do Filho, com a qual Ele nos salva por Sua graça para o cumprimento do propósito do Pai (1:14; 6:37), têm o poder de guardar-nos e visam à proteção dos crentes. A vida eterna jamais acabará, e as mãos do Pai e do Filho nunca falharão. Portanto, os crentes estão eternamente seguros e jamais perecerão. - (Nota 1 de João 10:28 )